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domingo, fevereiro 10, 2008









A sociedade Moche habitou a costa norte do Peru nos primeiros 800 anos de nossa Era. O soberano tinha a capacidade mítica de assegurar a fertilidade da terra e a estabilidade do Mundo. Sua morte significava um conflito para a sociedade, pois colocava toda a sociedade em risco de fome e miséria. Criou-se então um rito onde a morte do governante era um rito de passagem, onde este ia à Terra dos Acentrais para reclicar suas capacidades de invocar a fertilidade e voltar revigorado para o Mundo dos Vivos.

Para ajuda-lo, a sociedade toda entrava num ritual de sexo para ajudar o governante em sua viagem.

Enfim, esqueçam Kama-Sutra. Esse povo indígena (tudo bem que por motivos místicos) praticava sexo das maneiras mais depravadas, de todas as maneiras possíveis e que eu nem imaginava. E ainda representava tudo em suas cerâmicas e gravuras.

Excelente exposição, pena que temporária no Museu Chileno de Arte Precolombina.



Xul Solar foi um pintor argentino, e suas obras podem ser vistas no Museu de Arte de Buenos Aires, mas esse museu exclusivo sobre a obra completa concebida pelo artista, matemático, exotérico, linguista, entre tantas coisas. Ele tentava unir todas as áreas em uma única forma de expressão, então, através de símbolos ele escrevia com mensagens nas suas pinturas, tentou criar uma língua pan-americana, criou um xadrez tridimensional cujas regras ele alterava toda vez que ia explica-las para alguém e um piano com um teclado colorido e "mais lógico" que o que estamos acostumados. Foi um grande amigo de Jorge Luis Borges e um discurso proferido por este na abertura de um seminário sobre Xul Solar (disponível no museu) vale a pena ser lido. Esse museu vale a pena ser visto somente com as visitas guiadas, senão todas essas informações passarão desapercebidas e ele parecerá um doido comum. Com a visita guiada ele se transforma num doido genial!



O Museu Chileno de Arte Precolombino é o mais completo sobre a população indígena de toda a América do Sul e suas ramificações até a Amazônia Brasileira. É um museu impressionante que merece ser visitado!

Violeta Parra - Exposição








Verão 2008: Infelizmente não foi possível visitar essa exposição e conhecer mais das obras de Violeta Parra. Infelizmente nossa viagem ao Chile foi pouco planejada e perdemos oportunidades de conhecer várias pontos interessantes. Até então para mim ela era compositora de "Gracias a la Vida" e "Volver a los 17", que Elis Regina gravou divinamente, mas ela teve uma vida muito mais interessante, o que torna mais inexplicável ainda seu suicídio (pelo pouco que ainda conheço de sua vida).

Verão 2009: Visitamos a terceira parte da exposição, quando Violeta Parra já está voltada para o misticismo e idéias de morte, que culminaram em seu suicídio. Interessante, mas muito pequena para a importância que ela tem na cultura chilena. Estivemos também em Chillán, cidade natal dela, e nem uma plaquinha que dissesse algo sobre ela foi encontrada na cidade.

terça-feira, fevereiro 05, 2008





É uma pequena amostra dos trabalhos expostos em Barcelona, mas dá para ter uma boa idéia do trabalho surrealista de Miró. Muito bom! Espero que venha para o Brasil.
O Centro Cultural Borges, localizado nas Galerias Pacífico, abriga outras exposições, além de ter um pequeno teatro, onde já assistimos a excelentes apresentações de música e dança.